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Pausa

por C.C., em 28.06.20

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Uma pausa...
Uma pausa não é o fim de nada!
E por aqui, uma pausa até pode significar o recomeço de muito!
Para os mais atentos, aos que me enviaram um email, aos que se preocuparam, muito obrigado pelo carinho!
Eu estou bem...
Apenas preciso de tempo para conjugar o passado e o futuro do verbo SER, porque quanto ao presente, eu sei bem quem SOU!

publicado às 21:15

O tempo que tenho...

Uma foto...uma história!

por C.C., em 22.06.20

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Não tenho tempo.

Sou o tempo que decido ter - e a decisão baseia-se sempre na gratidão que me permito sentir/seguir.

A gratidão é a medida do tempo.

Não sofrendo de ansiedade, sofri, porém, com o mal de querer apressar o tempo (sim, são coisas bem distintas) e, o grande problema disto é que, quando aquele objetivo, sonho, se concretiza, já estamos meio que a avançar para o outro momento, para o degrau seguinte da escadaria em que teimamos acreditar que é esta vida…

Não vivemos por inteiro o momento presente estando com um pé sempre lá na frente - isso não é viver, é picar ponto sem tarefa.

Aprender a aceitar-me como pessoa com objetivos atrás de objetivos (eu chamo objetivos aos sonhos) mas sabendo degustar o presente, foi – e sempre vai sendo – a minha lição de vida (desta vida).

Duas situações:

  1. Trabalhadora estudante: saber gerir o tempo é algo de absolutamente imprescindível, exige-se aquela gestão eficaz, a eficácia da lógica e a possível de ser esquematizada ao minuto.



  1. Viúva: o meu marido faleceu tinham as gémeas 5 meses de idade, pelo que ficamos, elas, a irmã – de 3 anos - e eu, imersas numa total nova realidade; de repente a escadaria renovou-se por completo… a gestão do tempo de uma mãe trabalhadora sozinha com três filhas pequeninas passa a ser um conceito completamente abstrato e sem medição possível: necessita-se daquela gestão eficaz, aquela improvisada a cada minuto.



Apesar do caos de lágrimas, esforço, tristeza, alegria, paz, confusão, brincadeira, da situação b) o tempo é muito mais todo e completo do que o vivido na situação a).

Porque nasci para ser mãe, porque me entrego de alma ao que faço e acima de tudo porque sou grata pela bênção que as minhas filhas são, pela bênção que é a família que construí, a gratidão amansa o cansaço, exalta a alegria e multiplica os segundos.

Tivesse eu sido tão grata pela oportunidade de trabalhar e estudar, e talvez o prazer e o tempo vividos tivessem sido outros.



Vivam o vosso tempo sabendo que o viverão tanto quanto a gratidão que lhe derem.

Porque, o tempo é o prémio, a gratidão os ponteiros.



Grata pelo tempo que dispensaram a ler-me (façam isso pelo Carlos, vá lá 😉).

Cecília

publicado às 07:11

Desabafo...

por C.C., em 18.06.20

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publicado às 07:11

O amor é...

Uma foto...uma história!

por C.C., em 15.06.20

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O amor fez sempre parte da minha vida e da minha história.

 

Quando o meu amigo Carlos informou que o tema a desenvolver no desafio de uma foto...uma história seria amor, foi ouro sobre azul!

 

Quem me conhece sabe que sou muito dada a afectos, abraços, sorrisos, paz mas sobretudo de muito amor.
Nunca faltou este sentimento no meu seio familiar e da minha parte nunca faltará aos meus filhos!

Sendo eles o meu maior bem, é a eles que devo todo o amor e a maior entrega!

O meu amor por eles chega a doer... sim porque o amor também dói.

 

Na verdade, coloco amor em tudo o que faço, dou muito amor à família, assim como aos amigos e colegas e mesmo aqueles que não simpatizam comigo, eu dou amor... existe lá sentimento mais lindo que este!

 

O amor é vida...

O amor dá vida..

O amor é tudo...

 

Que o amor nunca nos falte!

 

Rute

publicado às 07:11

Éramos tão felizes...

...e nem sabíamos!

por C.C., em 12.06.20

Actualizado recentemente.jpgQuantas histórias conseguíriamos escrever com cada uma destas fotografias?
Querem arriscar a partilhar alguma nos comentários?
Bom fim de semana!

 

publicado às 07:11

Construção do sonho #12

Voltamos à estaca zero!

por C.C., em 10.06.20

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Uma desilusão é o sentimento que trago comigo!
Reunimos com uma técnica da Câmara Municipal, irredutíveis no cumprimento da lei, teremos de voltar à estaca zero!
Até compreendia esta insistência com a harmonia paisagística da zona onde pretendemos construír, se todos os outros tivessem cumprido com o pressuposto a que os alvarás nos obrigam, mas infelizmente assim não é!
Vamos voltar a dar entrada de um pedido para alteração de loteamento, serão mais duas centenas de euros e não sei quanto mais tempo de espera...
Estou desiludido e cansado!
E o sonho esse, parece-me cada vez mais longe!

 

publicado às 07:11

Aquele objeto especial…

Uma foto...uma história!

por C.C., em 08.06.20

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Tenho tendência para não valorizar as coisas, simplesmente porque são apenas isso, “coisas”. Também não gosto de acumular objetos que (já) não servem para nada, pois acredito que o seu valor está diretamente ligado à sua utilidade. Se uma peça é inútil, não desempenhando qualquer papel estético, funcional ou emocional, então não tem valor e deixa de ter lugar no meu espaço.

Assim, afeiçoo-me muito pouco aos objetos, mesmo que estejam associados a alguém especial ou a um evento marcante. Por isso, no imediato, o tema Aquele objeto especial… proposto pelo nosso querido C.C. quando me desafiou para participar na sua rubrica partilhada “Uma foto...uma história!”, deixou-me esmorecida… Tantos temas interessantes e havia logo de me calhar falar de uma “coisa”.

Mas, a verdade é que todas as regras têm uma exceção, e entre as tralhas cá de casa lá se destacou o tal “objeto especial”. Afinal, até nem demorei assim tanto a encontrá-lo, bastou olhar à minha volta… lá estava ela, sorridente como no dia em que a conheci, a minha mandala em tons de fogo.

Esta mandala é especial desde o seu nascimento… Foi pintada por uma amiga de infância, que a partilhou na sua página de Facebook. Foi paixão à primeira vista. Tratei logo de a reservar para mim, mas a minha amiga disse-me que não estava pronta, que todos aqueles espaços em branco seriam preenchidos em tons de verde, azul e violeta… Para mim estava perfeita tal e qual, mas não argumentei, ela é que era a artista. Fiquei a aguardar ansiosamente pelo resultado final. Uns dias mais tarde, a minha amiga telefonou para me perguntar se eu gostava mesmo dela assim, inacabada, com todos aqueles brancos, pois deparara-se com um problema… não conseguia visualizar os restantes tons na obra. Não conseguia decidir como distribuir os tais verdes, azuis e violetas 😊 e encontrava-se num impasse. Não preciso de vos dizer qual foi a minha resposta. Lá veio ela então, assim tão perfeitamente inacabada, para o meu quarto, ganhando um lugar de destaque à minha cabeceira.

Contudo, não é só por isso que é especial, esta mandala foi o primeiro objeto que ofereci a mim própria quando me separei. Foi também o único objeto de decoração de paredes que desencaixotei quando mudei de casa após o divórcio.

Estou há mais de quatro anos a viver numa casa alugada onde me sinto de passagem desde o início, por isso nunca pendurei quaisquer quadros nas paredes, que se mantêm imaculadamente brancas, como os brancos da minha mandala.

Vejo-a assim que entro em casa, dando as boas-vindas aos visitantes, repousando orgulhosamente sobre uma arca de madeira visível da porta da entrada.

Sei que me acompanhará o resto da minha vida. Irá na minha bagagem para onde quer que seja e agrada-me pensar que irá ao meu colo para o crematório… 😊 É o meu objeto especial, tudo o resto são só “coisas”.

Isa Nascimento

publicado às 07:11

Uma realidade que dói...

...no Casal Vistoso!

por C.C., em 06.06.20

O Pavilhão Casal Vistoso fica no Areeiro e tem funcionado desde Março como um albergue aos sem abrigo e aos que entretanto devido à Pandemia, perderam os seus empregos e consequentemente o dinheiro para pagar as contas e os alugueres!
O virús tirou-lhes o tecto e o pavilhão do Casal Vistoso é agora o amparo que necessitam,

Vi hoje na TVI uma reportagem acerca desta realidade que dói!
São inúmeras as pessoas que pediram ajuda e encontraram ali um certo alívio a toda a angústia que a vida lhes provocou!
Num pavilhão onde deixou de haver desporto, 95 pessoas de diversas nacionalidades em situação de sem-abrigo têm agora onde dormir, fazer a higiene pessoal, acesso a cuidados de saúde, apoio social e a um conjunto de atividades desportivas e culturais.

Ouvimos histórias de pessoas que tinham quase tudo e tudo o que lhes restava perderam!

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O Pavilhão do Casal Vistoso conta com dois grandes espaços de dormitório, um para homens e outro para famílias, mulheres e pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, transsexuais e até cães são permitidos.
Com ajuda de voluntários e técnicos muitos procuram agora legalizar a situação no país, outros procuram um novo trabalho ou até um quarto para ficarem.
Apesar de tudo, sabemos que estes são apenas uma pequena amostra do que existe como sem abrigo na capital!
Esta é uma realidade que dói e que me deixa a pensar...

O que poderia eu fazer para ajudar estas pessoas?
Tornar-me voluntário? Já pensei nisso, mas não sei se no Porto existem estes centros de acolhimento, vou pesquisar...
Gostava de ser rico, a sério!
Talvez seja ridículo para muitos, mas chego a pensar, se tivesse dinheiro, contrataria estas pessoas para trabalharem para mim. De alguma forma estariam a ganhar dinheiro para pagar as rendas, o comer...
Se fosse rico, penso muitas vezes, construiria albergues que servissem de abrigo temporário a quem de repente perdeu tudo, uma ajuda até que se reorganizassem novamente!
Se fosse rico, tiraria os sem abrigo da rua, fazia por lhes dar a oportunidade de voltarem a reerguer-se!
Faria por ajudar, quem realmente quisesse ser ajudado!
Não me faltam ideias, se eu fosse rico, contudo vejo os ricos que nada fazem, ou então não pensam como eu!
Esta realidade dói...no Casal Vistoso e em tantos outros centros de abrigo neste país e no mundo!
Mas ainda que conseguíssemos fazer alguma coisa pelos nossos...daríamos o exemplo!

publicado às 22:02

Eu daria ordem...

...de disparar!

por C.C., em 03.06.20

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O que vemos nós nesta imagem?
Violência gratuita e nunca uma manifestação contra o racismo!
Estou de acordo quando se fala que o racismo e a discriminação nos EUA têm sido um grande problema desde a época colonial e escravista do país.
Estou de acordo quando dizem que muito já deveria ter sido feito para erradicar esta marca negativa, não só nos EUA como no mundo!
Estou de acordo quando dizem que os governantes mundiais são bons ao tentar acalmar as coisas mas que continuam a assobiar para o lado quando questionados por medidas mais sérias no combate à discriminação racial!
Estou de acordo...
Mas não posso concordar com o que se tem visto nos EUA na última semana, isto não é manifestação, antes sim um aproveitamento para roubar, saquear, destruír e ainda agredir gratuitamente.
Sou completamente contra a violência!
O caso George Floyd foi mau, muito mau mesmo!
Ali temos o pior do ser humano!
Mas já houve uma detenção, possivelmente uma punição virá a seguir!
Os EUA agiram conforme o que seria esperado!
Que mais querem os manifestantes?
A situação está fora de controlo e pese embora o facto de o país não viver uma ditadura, eu obrigaria os cidadãos ao recolhimento obrigatório e daria ordem de disparar às forças de autoridade contra quem não cumprisse as ordens!
Eu daria ordem de disparar contra quem pegou fogo ao comércio!
Eu daria ordem de disparar a quem aproveitou para roubar!
Eu daria ordem de disparar a todos os que não compreendem que manifestar, apesar de ser um direito, respeita a certas regras que de resto, são as que estão de acordo com o bem saber viver em sociedade!
Eu daria ordem para disparar... às pernas dos delinquentes que fazem deste episódio um aproveitamento para destruir um país!
Já o referi por diversas vezes aqui, sou um pouco "ditador" em certas opiniões, mas é que a mim a falta de civismo, o não saber estar na vida, em comunidade, a mim deixa-me completamente desorientado!
Não sei como vão os EUA terminar com este momento crítico, mas também não vejo um presidente capaz de tomar a medida acertada!
God bless America.

publicado às 07:11

Sofri...

Uma foto...uma história!

por C.C., em 01.06.20

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Sofri e continuo a sofrer por não ficar calada.

Sofri represálias, sofri com o afastamento de algumas pessoas, sofri de vinganças pessoais dos que discordam de mim...Quando me desafiaram a escrever sobre o mote 'sofri' como não sou de me focar no sofrimento pessoal foi sobre isto que me ocorreu escrever. Quando digo que sofri não me refiro a um sofrimento amargurado sofri as acções dos outros mas com a certeza de que foram por um bom motivo. 

O desafio consistia em juntar uma imagem a este texto, não escolhi uma imagem pessoal mas uma imagem que tem marcado os últimos dias. A imagem do americano George Floyd a gritar 'I can' t breath' enquanto um polícia o asfixia com um joelho no pescoço.

É uma imagem marcante que felizmente gera discussão mas a verdade é que o racismo, a discriminação, as injustiças sociais... não aumentaram apenas começaram a ser televisionadas a democratização do poder da imagem, agora que todos carregam uma camera no bolso, tornou visível o que até aqui passava despercebido.

Sempre acreditei que a verdadeira revolução não é televisionada. A verdadeira revolução acontece quando trazemos para a nossa vida, para o nosso dia-a-dia, para o nosso estar em sociedade na convivência com os outros aquilo em que acreditamos. É aí que não consigo calar e sofro, sofro feliz com isso.

Ó menina

publicado às 07:11

Naqueles dias...

...que fizeram lembrar o Verão!

por C.C., em 31.05.20

Capturar.PNGEstas fotos foram tiradas por estes dias, estes mesmos que nos fizeram lembrar o Verão!
Saí de casa já o sol se tinha posto, pintando o horizonte de cor laranja, beleza e magia!
Tinha que ter saído de casa mais cedo, para o ver a deitar-se...
Talvez um dia destes!

Bom domingo!

 

publicado às 13:55

A flor...

...na casa da senhoria!

por C.C., em 29.05.20

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Tenho passado por ela ao final da tarde e vejo-a vistosa a espalhar o seu charme!
A flor...não lhe conheço o nome, não me interessa saber, embeleza o meu caminho, enfeitiçou-me com a sua beleza!
Fez três meses que aqui estamos, praticamente mudamos de casa duas semanas antes do confinamento obrigatório!
Tudo ficou negro de repente, assustador e no horizonte apenas nuvens escuras teimavam em aproximar-se!
Não saímos de casa, apenas para apanhar sol no pátio, mas nada nos aquecia a alma!
Era o medo que se apoderava de nós!
Não via côr em nada...
Agora, aos poucos, tudo parece querer voltar à normalidade e os caminhos cinzentos vão ganhando alguma côr!
Eu acredito...
Temos de ver côr no nosso dia-a-dia, senão a espiral negativa apodera-se de nós!
Ainda que neste momento sejam vários e cinzentos os meus caminhos eu teimo em colori-los!
No fim, farei deles um belo arco-íris!
Este é apenas um dos caminhos, não precisei de muito para que ganhasse cor!
É laranja, é uma flor...na casa da senhoria!

publicado às 07:11

Máscaras e...

palermices!

por C.C., em 27.05.20

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Máscaras!
Usar ou não usar?
Eu uso, como sempre, sigo à risca os conselhos da DGS, talvez peque por não usar tantas vezes o gel desinfectante, assumo, mas a máscara acompanha-me para todo o lado!
Eu uso, mas, e os outros?
Este domingo que passou, fui à padaria, desci a rua com a máscara no bolso, mas eis que assim que me vejo em plena avenida vejo uma imensidão de gente a caminhar junto à praia, nos passeios, parados na conversa, outros à espera da vez para entrar no mercado e todos em comum o facto de não terem a máscara colocada!
Por breves momentos, achei que o pesadelo tinha acabado e que o errado era eu por ter a máscara comigo!
Mas não, a Pandemia ainda é real pensei para mim...
Em plena rua, antes até de me cruzar com aquelas pessoas, coloquei a máscara, ajustei-a para não embaciar os óculos e segui caminho!
Ainda assim desci do passeio imensas vezes para não ter que me cruzar com as outras pessoas!
Eu sei que para um passeio ao ar livre nao precisamos de máscara, mas ali cruzam-se imensas pessoas, outras tantas estão paradas em amena cavaqueira, de cerveja na mão até! 
Não posso, não quero correr riscos!
Tenho medo!
Mas depois vem o outro lado da moeda!
Mas será que eles estão errados? Ou seremos nós por continuarmos a levar isto tão a sério?
Este fim-de-semana não fui à praia, digamos que tenho respeitado o confinamento ainda que já não estejamos obrigados! Como sempre vou ao pão, ao hipermercado, trabalhar, mas volto para casa e deixo-me ficar assim!
Confiança como antigamente para sair não a tenho, não a consigo ter!
Isto anda muito incerto, ninguém acerta no que diz e eu sinceramente não sei se isto realmente abrandou e só volta no Inverno ou se a qualquer momento pode-se revelar de novo no nosso pior pesadelo!
Eu uso e usarei máscara...e assim vai ser durante muitos meses!

publicado às 07:11

Uma palavra...

Uma foto...uma história!

por C.C., em 25.05.20

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Mar


Mar, doce mar

Há muito não sinto o teu olhar

Tenho de imaginar se estás calmo

Parecendo um lençol azul

Espraiando-se pela areia

Ou, se pelo contrário, estás revoltoso

Amargurado, ansioso, atirando das profundezas

As entranhas contra as rochas e arribas

Depois de meses, sem sairmos do nosso pátio

Nem pôr pé dentro de carro

Que outro dia se mostrou amargurado

Por não saber a razão de o termos abandonado

Iremos segunda-feira à cabeleireira

Poucos km, sempre, à tua beira

Mas sem podermos parar

Naqueles pontos onde nos costumavamos encontrar

Para trocarmos as notícias

Como fazemos com todos os outros vizinhos

Temos de vir imediatamente para casa

Como sabes, é um dever cívico!

Não podemos andar por ai a angariar vírus

Para depois distribuirmos aos amigos

Quantas vezes dizíamos um para o outro

Vamos ver o mar!

Agora só ao nosso quintal nos podemos dedicar

Nem filhos, nem netos, na nossa casa podem entrar

Contigo está a acontecer o mesmo

Não te podemos visitar, os pés molhar

Nem nos teus lençóis de areia nos podemos deitar

Quando tudo isto acabar

Vamos todos nos juntar

Vai ser dia e noite

Vamos nos abraçar e beijar

Só nos separaremos

Quando a lua se for deitar

E a madrugada, ao dia, der luz

Até lá, a todos desejo sorte, saúde, amor.

José Silva Costa

publicado às 07:11

Guerras e guerrinhas!

No trabalho!

por C.C., em 22.05.20

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Estou a caminho de fazer 4 meses de contrato nesta empresa onde estou!
Abracei este projeto num momento de loucura como vos contei em Fevereiro, aliás vocês foram muito importantes na decisão que tomei, pois deram-me toda a força do mundo.
Se me perguntarem se estou a gostar? Prefiro antes dizer que está a ser um desafio enorme, não é um produto fácil o que vendemos, não pela parte comercial, mas antes por todos os problemas que este dá, desde a produção até à chegada ao cliente! E é aí que eu entro, tentar gerir as reclamações, alterações e ainda facultar todas as informações técnicas!
Ao longo destes últimos três meses, tenho tido formação, hoje foi o primeiro dia em que geri sozinho os emails e as chamadas que fui recebendo...
É um desafio que está prestes a subir de patamar, mas mais à frente falarei disso!
Agora o que eu já não estava habituado, visto que vim de um ambiente de call center multicultural, onde imperava o respeito, a boa educação e simpatia, são as guerras que se criam e os falatórios que nascem na produção e acaba no apoio ao cliente ou vice versa!
Não estava habituado, não gosto disso, mas inevitavelmente sou apanhado pelas conversas que vão existindo nas costas de uns e de outros!
E o pior exemplo disso vem da chefe!
Já trabalhei em ambiente fabril, sabia bem o que isso era, só não me lembro de que as guerras também se faziam entre a produção e os escritórios!
Não sei como contornar esta situação, para além de tentar manter o meu silêncio...mas as conversas nas pausas acabam por rondar sempre o mesmo!
Algum conselho?
Bom fim de semana!

publicado às 07:11

Vai ficar tudo bem...

Tu sabes!

por C.C., em 20.05.20



Um dia destes venho aqui falar de ti!
Eu quero, sinto vontade de o fazer...
Já se passaram quase 16 anos, mas não vamos falar disso agora!
Tenho tantas saudades tuas!
Fica aquela música, para mim ficará como um sinal de que tudo está bem, de que tudo vai ficar bem!
A última vez que a ouvi, estava eu assustado com o açambarcamento de que o hipermercado onde vou regularmente estava a ser alvo, tive medo, mas a música tocou naquele momento!
Era um sinal, eu acredito, vai mesmo ficar tudo bem, apesar de todo o mal que esta pandemia já provocou!
Tenho saudades...

Eu volto para falar de ti!

publicado às 07:11

A minha estação do ano...

Uma foto...uma história!

por C.C., em 18.05.20

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Pois é! Gosto de todas as estações do ano, cada uma delas tem as suas característica especiais.

A Primavera pelas cores infinitamente belas das flores e das árvores, do céu azul, do mar que fica mais calmo, é o renascer de tudo; o Verão com o seu pôr-do-sol laranja cor de fogo, as suas noites apetecíveis a passeios, e às bebidas frescas, à conversa nas esplanadas; o Outono e o seu entardecer fresco, as cores vermelho e amareladas da natureza que se prepara para o Inverno, este com o frio que nos inspira para a magia do Natal.

Das quatro, prefiro mesmo aquele início de Outono com resquícios do Verão, entardeceres mais curtos que me dá a liberdade de poder desfrutar de tudo só para mim/ nós,desde as manhãs na praia, às tardes serenas na leitura de um livro, ou de "dolce fare niente" na esplanada de um café de praia,ou da cidade.

Os frescos raios de sol que atravessam o cinzento do céu que intensificam a cor verde dos campos e o amarelo e avermelhado das folhas das árvores que vão caindo a pouco e pouco, e de as sentir, com carinho, debaixo dos pés( e elas não se importam) nas serenas caminhadas de final de tarde, é a estação que oferece um lindo tema para uma fotografia como esta, de minha autoria, tirada em 2013, que mostra o sereno e mágico ocaso de Outono, em frente ao mar.

Maria

publicado às 19:30

Construção do sonho #11

Indeferido duas vezes!

por C.C., em 15.05.20

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Chegou a resposta por parte dos técnicos da Câmara Municipal acerca do aditamente que fizemos ao primeiro indeferimento, pois bem,foi indeferido novamente!
Por duas vezes um novo retrocesso em todo o processo, estou cansado!
Confesso que nem eu, nem o arquitecto que é bem mais entendido do que eu, conseguimos perceber o porquê do indeferimento à alteração de loteamento, quando o terreno se encontra numa zona onde ninguém respeitou o pressuposto!
Num quarteirão, onde uns fizeram moradias térreas, outros, moradias com um primeiro andar, porque tenho eu de construir em altura quando apenas preciso de uma casa térrea mas com maior àrea?
Numa tentativa de perceber o que se está a passar vamos agendar uma reunião com a técnica que teve em mãos o nosso processo, talvez consigamos dar a volta à questão, quanto muito sairmos esclarecidos.
Estou cansado, já o referi acima, pensei mesmo em desistir, vender o terreno e voltar a comprar um apartamento!
Mas, isto seria deixar morrer o sonho!
Não vou desistir agora...

publicado às 23:23

Teu nome Valentina!

Que nada seja em vão...

por C.C., em 13.05.20

Desktop.jpgValentina...
Não sou pai...mas sou tio e amo os meus sobrinhos!
Não sou pai...mas adoro os filhos dos meus amigos!
Não sou pai...mas como filho amo a minha mãe !
Não sou pai...mas sou ser humano, racional, contudo nada neste momento consegue fazer sentido no meu pensamento!
Valentina...
Como é possível este crime hediondo?
O que estará por detrás deste assassinato?
Desde o primeiro momento que não acreditei naquela besta a quem a filha tinha desaparecido, assim como nunca me convenci que a madrasta estivesse isenta de culpa neste desaparecimento! 
Talvez por outros exemplos do passado, o meu primeiro pensamento... aquele pai, aquela madrasta deram sumiço à menina!
Valentina...
Eu sabia!
Porquê?
O que se passou?
O que é que uma criança pode fazer que justifique a sua morte?
Nenhuma desculpa...é desculpa!
E os requintes de malvadez que a autópsia revelou, ainda que não os possamos confirmar, ainda mais me revoltam!
Não é concebível um pai, matar uma filha, uma inocente!
Valentina...
Como é possível?
Muito se tem escrito acerca deste assunto, muitas notícias talvez sejam falsas, muito outras verdadeiras, todas juntas levam-me a pensar que esta menina nunca terá sido verdadeiramente feliz e andou muitas vezes no jogo do empurra, ignorada e infeliz!
Valentina...
Era uma menina, que só queria brincar com o irmão...
Valentina...
Foi violentamente agredida pelo pai, ou pela madrasta, talvez até pelos dois ao mesmo tempo, foi deixada a agoniar durante horas, acabando por morrer e enterrada num terreno baldio numa tentativa de esconder este crime hediondo!
Valentina
Foi mais uma inocente às mãos de seres irracionais.
Valentina...
Que a tua morte não seja em vão!
Valentina...
Uma menina que não deixaram viver!

publicado às 07:11

Os meus sabores de Verão...

Uma foto...uma história!

por C.C., em 11.05.20

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o verão tem um sabor especial; um sabor a mar, a sardinha assada, a suculentos frutos e doces reencontros.

o verão marca as nossas vidas desde a mais tenra idade. para os pequeninos é o tempo que traz novas sensações e experiências e no qual o papá e a mamã têm mais tempo para brincar. para os que já estão na escola significa, de forma consciente, férias, brincadeiras na água … a casa dos avós. para os adolescentes traz os primeiros acampamentos com os amigos, os finais de tarde a ver o por do sol ao som do mar…os festivais! para nós, adultos, o verão tem o sabor dos reencontros: mais tempo para estar com os nossos, tempo para estar com quem está longe, férias com os nossos pequenos (mesmo que já grandes) e gargalhadas no jardim enquanto uma mangueira é pretexto para as maiores aventuras.

os arraiais, feiras e festas populares … fazem-nos sorrir em qualquer idade e são tão nossos que sacrilégio seria passar um verão sem ir a pelo menos um!

o verão é praia, churrascos e música pimba.

o verão é supebock, sumol e planalto.

o verão é gaspacho, sardinha assada e calipo.

o verão é melão, melancia e camarinhas.

o verão é dançar à chuva sobre a terra quente.

o verão são longas tardes de partilha e noites de conversa que mais não acabam.

o verão é tempo, tempo pelo que ansiamos o ano todo, tempo quente e tempo para estar!

o verão tem sabor a felicidade.

mami

publicado às 07:11


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