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Naqueles dias...

...que fizeram lembrar o Verão!

por C.C., em 31.05.20

Capturar.PNGEstas fotos foram tiradas por estes dias, estes mesmos que nos fizeram lembrar o Verão!
Saí de casa já o sol se tinha posto, pintando o horizonte de cor laranja, beleza e magia!
Tinha que ter saído de casa mais cedo, para o ver a deitar-se...
Talvez um dia destes!

Bom domingo!

 

publicado às 13:55

A flor...

...na casa da senhoria!

por C.C., em 29.05.20

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Tenho passado por ela ao final da tarde e vejo-a vistosa a espalhar o seu charme!
A flor...não lhe conheço o nome, não me interessa saber, embeleza o meu caminho, enfeitiçou-me com a sua beleza!
Fez três meses que aqui estamos, praticamente mudamos de casa duas semanas antes do confinamento obrigatório!
Tudo ficou negro de repente, assustador e no horizonte apenas nuvens escuras teimavam em aproximar-se!
Não saímos de casa, apenas para apanhar sol no pátio, mas nada nos aquecia a alma!
Era o medo que se apoderava de nós!
Não via côr em nada...
Agora, aos poucos, tudo parece querer voltar à normalidade e os caminhos cinzentos vão ganhando alguma côr!
Eu acredito...
Temos de ver côr no nosso dia-a-dia, senão a espiral negativa apodera-se de nós!
Ainda que neste momento sejam vários e cinzentos os meus caminhos eu teimo em colori-los!
No fim, farei deles um belo arco-íris!
Este é apenas um dos caminhos, não precisei de muito para que ganhasse cor!
É laranja, é uma flor...na casa da senhoria!

publicado às 07:11

Máscaras e...

palermices!

por C.C., em 27.05.20

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Máscaras!
Usar ou não usar?
Eu uso, como sempre, sigo à risca os conselhos da DGS, talvez peque por não usar tantas vezes o gel desinfectante, assumo, mas a máscara acompanha-me para todo o lado!
Eu uso, mas, e os outros?
Este domingo que passou, fui à padaria, desci a rua com a máscara no bolso, mas eis que assim que me vejo em plena avenida vejo uma imensidão de gente a caminhar junto à praia, nos passeios, parados na conversa, outros à espera da vez para entrar no mercado e todos em comum o facto de não terem a máscara colocada!
Por breves momentos, achei que o pesadelo tinha acabado e que o errado era eu por ter a máscara comigo!
Mas não, a Pandemia ainda é real pensei para mim...
Em plena rua, antes até de me cruzar com aquelas pessoas, coloquei a máscara, ajustei-a para não embaciar os óculos e segui caminho!
Ainda assim desci do passeio imensas vezes para não ter que me cruzar com as outras pessoas!
Eu sei que para um passeio ao ar livre nao precisamos de máscara, mas ali cruzam-se imensas pessoas, outras tantas estão paradas em amena cavaqueira, de cerveja na mão até! 
Não posso, não quero correr riscos!
Tenho medo!
Mas depois vem o outro lado da moeda!
Mas será que eles estão errados? Ou seremos nós por continuarmos a levar isto tão a sério?
Este fim-de-semana não fui à praia, digamos que tenho respeitado o confinamento ainda que já não estejamos obrigados! Como sempre vou ao pão, ao hipermercado, trabalhar, mas volto para casa e deixo-me ficar assim!
Confiança como antigamente para sair não a tenho, não a consigo ter!
Isto anda muito incerto, ninguém acerta no que diz e eu sinceramente não sei se isto realmente abrandou e só volta no Inverno ou se a qualquer momento pode-se revelar de novo no nosso pior pesadelo!
Eu uso e usarei máscara...e assim vai ser durante muitos meses!

publicado às 07:11

Uma palavra...

Uma foto...uma história!

por C.C., em 25.05.20

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Mar


Mar, doce mar

Há muito não sinto o teu olhar

Tenho de imaginar se estás calmo

Parecendo um lençol azul

Espraiando-se pela areia

Ou, se pelo contrário, estás revoltoso

Amargurado, ansioso, atirando das profundezas

As entranhas contra as rochas e arribas

Depois de meses, sem sairmos do nosso pátio

Nem pôr pé dentro de carro

Que outro dia se mostrou amargurado

Por não saber a razão de o termos abandonado

Iremos segunda-feira à cabeleireira

Poucos km, sempre, à tua beira

Mas sem podermos parar

Naqueles pontos onde nos costumavamos encontrar

Para trocarmos as notícias

Como fazemos com todos os outros vizinhos

Temos de vir imediatamente para casa

Como sabes, é um dever cívico!

Não podemos andar por ai a angariar vírus

Para depois distribuirmos aos amigos

Quantas vezes dizíamos um para o outro

Vamos ver o mar!

Agora só ao nosso quintal nos podemos dedicar

Nem filhos, nem netos, na nossa casa podem entrar

Contigo está a acontecer o mesmo

Não te podemos visitar, os pés molhar

Nem nos teus lençóis de areia nos podemos deitar

Quando tudo isto acabar

Vamos todos nos juntar

Vai ser dia e noite

Vamos nos abraçar e beijar

Só nos separaremos

Quando a lua se for deitar

E a madrugada, ao dia, der luz

Até lá, a todos desejo sorte, saúde, amor.

José Silva Costa

publicado às 07:11

Guerras e guerrinhas!

No trabalho!

por C.C., em 22.05.20

fofoca_alimentos.jpg

 

Estou a caminho de fazer 4 meses de contrato nesta empresa onde estou!
Abracei este projeto num momento de loucura como vos contei em Fevereiro, aliás vocês foram muito importantes na decisão que tomei, pois deram-me toda a força do mundo.
Se me perguntarem se estou a gostar? Prefiro antes dizer que está a ser um desafio enorme, não é um produto fácil o que vendemos, não pela parte comercial, mas antes por todos os problemas que este dá, desde a produção até à chegada ao cliente! E é aí que eu entro, tentar gerir as reclamações, alterações e ainda facultar todas as informações técnicas!
Ao longo destes últimos três meses, tenho tido formação, hoje foi o primeiro dia em que geri sozinho os emails e as chamadas que fui recebendo...
É um desafio que está prestes a subir de patamar, mas mais à frente falarei disso!
Agora o que eu já não estava habituado, visto que vim de um ambiente de call center multicultural, onde imperava o respeito, a boa educação e simpatia, são as guerras que se criam e os falatórios que nascem na produção e acaba no apoio ao cliente ou vice versa!
Não estava habituado, não gosto disso, mas inevitavelmente sou apanhado pelas conversas que vão existindo nas costas de uns e de outros!
E o pior exemplo disso vem da chefe!
Já trabalhei em ambiente fabril, sabia bem o que isso era, só não me lembro de que as guerras também se faziam entre a produção e os escritórios!
Não sei como contornar esta situação, para além de tentar manter o meu silêncio...mas as conversas nas pausas acabam por rondar sempre o mesmo!
Algum conselho?
Bom fim de semana!

publicado às 07:11

Vai ficar tudo bem...

Tu sabes!

por C.C., em 20.05.20



Um dia destes venho aqui falar de ti!
Eu quero, sinto vontade de o fazer...
Já se passaram quase 16 anos, mas não vamos falar disso agora!
Tenho tantas saudades tuas!
Fica aquela música, para mim ficará como um sinal de que tudo está bem, de que tudo vai ficar bem!
A última vez que a ouvi, estava eu assustado com o açambarcamento de que o hipermercado onde vou regularmente estava a ser alvo, tive medo, mas a música tocou naquele momento!
Era um sinal, eu acredito, vai mesmo ficar tudo bem, apesar de todo o mal que esta pandemia já provocou!
Tenho saudades...

Eu volto para falar de ti!

publicado às 07:11

A minha estação do ano...

Uma foto...uma história!

por C.C., em 18.05.20

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Pois é! Gosto de todas as estações do ano, cada uma delas tem as suas característica especiais.

A Primavera pelas cores infinitamente belas das flores e das árvores, do céu azul, do mar que fica mais calmo, é o renascer de tudo; o Verão com o seu pôr-do-sol laranja cor de fogo, as suas noites apetecíveis a passeios, e às bebidas frescas, à conversa nas esplanadas; o Outono e o seu entardecer fresco, as cores vermelho e amareladas da natureza que se prepara para o Inverno, este com o frio que nos inspira para a magia do Natal.

Das quatro, prefiro mesmo aquele início de Outono com resquícios do Verão, entardeceres mais curtos que me dá a liberdade de poder desfrutar de tudo só para mim/ nós,desde as manhãs na praia, às tardes serenas na leitura de um livro, ou de "dolce fare niente" na esplanada de um café de praia,ou da cidade.

Os frescos raios de sol que atravessam o cinzento do céu que intensificam a cor verde dos campos e o amarelo e avermelhado das folhas das árvores que vão caindo a pouco e pouco, e de as sentir, com carinho, debaixo dos pés( e elas não se importam) nas serenas caminhadas de final de tarde, é a estação que oferece um lindo tema para uma fotografia como esta, de minha autoria, tirada em 2013, que mostra o sereno e mágico ocaso de Outono, em frente ao mar.

Maria

publicado às 19:30

Construção do sonho #11

Indeferido duas vezes!

por C.C., em 15.05.20

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Chegou a resposta por parte dos técnicos da Câmara Municipal acerca do aditamente que fizemos ao primeiro indeferimento, pois bem,foi indeferido novamente!
Por duas vezes um novo retrocesso em todo o processo, estou cansado!
Confesso que nem eu, nem o arquitecto que é bem mais entendido do que eu, conseguimos perceber o porquê do indeferimento à alteração de loteamento, quando o terreno se encontra numa zona onde ninguém respeitou o pressuposto!
Num quarteirão, onde uns fizeram moradias térreas, outros, moradias com um primeiro andar, porque tenho eu de construir em altura quando apenas preciso de uma casa térrea mas com maior àrea?
Numa tentativa de perceber o que se está a passar vamos agendar uma reunião com a técnica que teve em mãos o nosso processo, talvez consigamos dar a volta à questão, quanto muito sairmos esclarecidos.
Estou cansado, já o referi acima, pensei mesmo em desistir, vender o terreno e voltar a comprar um apartamento!
Mas, isto seria deixar morrer o sonho!
Não vou desistir agora...

publicado às 23:23

Teu nome Valentina!

Que nada seja em vão...

por C.C., em 13.05.20

Desktop.jpgValentina...
Não sou pai...mas sou tio e amo os meus sobrinhos!
Não sou pai...mas adoro os filhos dos meus amigos!
Não sou pai...mas como filho amo a minha mãe !
Não sou pai...mas sou ser humano, racional, contudo nada neste momento consegue fazer sentido no meu pensamento!
Valentina...
Como é possível este crime hediondo?
O que estará por detrás deste assassinato?
Desde o primeiro momento que não acreditei naquela besta a quem a filha tinha desaparecido, assim como nunca me convenci que a madrasta estivesse isenta de culpa neste desaparecimento! 
Talvez por outros exemplos do passado, o meu primeiro pensamento... aquele pai, aquela madrasta deram sumiço à menina!
Valentina...
Eu sabia!
Porquê?
O que se passou?
O que é que uma criança pode fazer que justifique a sua morte?
Nenhuma desculpa...é desculpa!
E os requintes de malvadez que a autópsia revelou, ainda que não os possamos confirmar, ainda mais me revoltam!
Não é concebível um pai, matar uma filha, uma inocente!
Valentina...
Como é possível?
Muito se tem escrito acerca deste assunto, muitas notícias talvez sejam falsas, muito outras verdadeiras, todas juntas levam-me a pensar que esta menina nunca terá sido verdadeiramente feliz e andou muitas vezes no jogo do empurra, ignorada e infeliz!
Valentina...
Era uma menina, que só queria brincar com o irmão...
Valentina...
Foi violentamente agredida pelo pai, ou pela madrasta, talvez até pelos dois ao mesmo tempo, foi deixada a agoniar durante horas, acabando por morrer e enterrada num terreno baldio numa tentativa de esconder este crime hediondo!
Valentina
Foi mais uma inocente às mãos de seres irracionais.
Valentina...
Que a tua morte não seja em vão!
Valentina...
Uma menina que não deixaram viver!

publicado às 07:11

Os meus sabores de Verão...

Uma foto...uma história!

por C.C., em 11.05.20

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o verão tem um sabor especial; um sabor a mar, a sardinha assada, a suculentos frutos e doces reencontros.

o verão marca as nossas vidas desde a mais tenra idade. para os pequeninos é o tempo que traz novas sensações e experiências e no qual o papá e a mamã têm mais tempo para brincar. para os que já estão na escola significa, de forma consciente, férias, brincadeiras na água … a casa dos avós. para os adolescentes traz os primeiros acampamentos com os amigos, os finais de tarde a ver o por do sol ao som do mar…os festivais! para nós, adultos, o verão tem o sabor dos reencontros: mais tempo para estar com os nossos, tempo para estar com quem está longe, férias com os nossos pequenos (mesmo que já grandes) e gargalhadas no jardim enquanto uma mangueira é pretexto para as maiores aventuras.

os arraiais, feiras e festas populares … fazem-nos sorrir em qualquer idade e são tão nossos que sacrilégio seria passar um verão sem ir a pelo menos um!

o verão é praia, churrascos e música pimba.

o verão é supebock, sumol e planalto.

o verão é gaspacho, sardinha assada e calipo.

o verão é melão, melancia e camarinhas.

o verão é dançar à chuva sobre a terra quente.

o verão são longas tardes de partilha e noites de conversa que mais não acabam.

o verão é tempo, tempo pelo que ansiamos o ano todo, tempo quente e tempo para estar!

o verão tem sabor a felicidade.

mami

publicado às 07:11

CHEGA para lá...

...enquanto nada se faz!

por C.C., em 08.05.20

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Está aberta a guerra, mais uma criada pelo atual líder do partido CHEGA!
Então não é que o fulano veio pedir um plano de confinamento específico para a comunidade cigana?!
Em que mundo vive o homem? Alguma vez essas ideias extremistas iriam vencer em Portugal? Nunca, nunca André Ventura!
Vivemos num país livre, onde tentamos erradicar todo o tipo de ódio, racismo ou preconceito, portanto, não precisamos de leis que venham alimentar ainda mais o desdém com que se olham outros grupos, outras etnias!
Contudo, não vou afirmar que estou de acordo com o que vemos diariamente nas páginas dos jornais, nos telejornais e até nas redes sociais! Muito menos de acordo com o que muitos de nós já vivemos na pele!
Eu confesso, já levei na cara por um elemento de etnia cigana! Sim, sem culpa nenhuma...
Os contornos desta história não importam! Dez anos depois, aquele ser já viu muitas vezes o sol aos quadradinhos, portanto, como vêem...
E o clima de medo que isso assumiu em mim fez-me dizer barbaridades sobre o grupo em que aquele energúmeno está inserido! Mas como a minha mãe diz, em todas as raças existem pessoas boas e pessoas más!
Mas, digamos que talvez pela fama que têm e até pela exclusão social, são o grupo que mais vemos na linha da frente quando falamos em rendimentos mínimos! São também os que não respeitam as filas nas finanças, nos hospitais  e outros locais! São os que ameaçam logo quando não estão de acordo em seguir as regras impostas em sociedade! 

E nunca mais sairíamos daqui se eu fosse a enumerar todas as situações onde estes fazem o medo imperar e assim conseguirem atingir os fins!
Ora, meus caros governantes. onde estão as leis que assumem a igualdade entre todos? 
Onde estão as leis, para castigar os desordeiros?
Onde está a mão pesada no que ao julgamento diz respeito?
Onde está o reforço da autoridade quando impor a ordem é necessária?
Onde está também a inserção destes membros no mercado laboral?
Onde está o incentivo para que as empresas contratem estes elementos?
Apenas pedimos leis iguais para todos!
Mão pesada para todos em igual, seja branco, preto ou cigano!
O acesso por igual a todos os serviços públicos!
Queremos que este medo constante termine!
Senhores governantes, ajam, ao invés de usarem de ironia para responder a um extremismo que não tem lugar em Portugal!
Extremismo não, mas assobiar para o lado e fazer de conta também não!
Se somos todos iguais, direitos e deveres iguais para todos!
O que vimos ontem foi um CHEGA para lá que eu aplaudo...mas não aceito que continuemos a nada fazer!
Bom fim de semana!

publicado às 07:11

As palavras que eu quero esquecer...

...depois da Pandemia!

por C.C., em 06.05.20

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Palavras...palavras leva-as o vento!
Estas novas palavras que aprendemos, apenas o tempo as podem levar...
São palavras novas, são termos nunca antes entendidos, mas que à força entraram no nosso dia-a-dia!
Vou tentar enunciar algumas, mas se me esquecer de uma ou outra, façam o favor de a acrescentarem nos comentários!
Estas são as palavras, aquelas que eu quero esquecer depois da Pandemia!

Açambarcamento - ato ou efeito de açambarcar, apropriação da totalidade ou da grande maioria de algo. Em DIREITO, crime cometido por quem, em situação de escassez e de dificuldade de abastecimento regular do mercado, adquirir bens essenciais em quantidade manifestamente desproporcionada às suas necessidades.

Isolamento social - é um comportamento no qual o indivíduo deixa de participar - voluntariamente ou não - de atividades sociais em grupo como trabalho e entretenimento.

Confinamento - Estar limítrofeter limite comum. Limitarcircunscreverdesterrar alguém para determinada região distanteEncerrar ou encerrar-se dentro de certos limites

Coronavírus - Os Coronavírus são uma família de vírus que podem causar doença no ser humano. A infeção pode ser semelhante a uma gripe comum.
 
SARS-CoV-2  - nome oficial do vírus que causa a Covid-19 (o novo Coronavírus, chamado inicialmente de n-Cov).
 
Assintomático - aquela pessoa que não apresenta sinais ou sintomas de doença 
 
Pandemia -disseminação mundial de uma nova doença contagiosa, que se espalha por diversos continentes e tem transmissão sustentada entre pessoas. 
 
Quarentena - a prática de isolar pessoas que parecem saudáveis, mas que podem ter sido expostas a uma doença, como a Covid-19. As quarentenas podem ser autoimpostas ou impostas pelo governo.
 
Zaragatoa- Ojecto que consiste numa esponja ou numa porção de outro material absorvente na extremidade de uma haste, usado para aplicar medicamentos ou recolher amostras para análise, geralmente na zona da garganta e das fossas nasais.
 
Fase de mitigação - fase mais grave de contágio
 
Transmissão comunitária ou sustentável - momento em que há ampla circulação do vírus na comunidade, ou seja, que já não é mais possível saber quem foi a fonte da contaminação.
 
Taxa de transmissão (R0) - taxa básica de capacidade de disseminação entre pessoas de um vírus. No caso do SARS-CoV-2, o número é de 2 a 3, ou seja, um portador da doença pode transmitir para mais 2 a 3 pessoas.
 
Achatar a curva - tentativa de diminuir a propagação do novo Coronavírus e impedir um aumento significativo no número de pessoas infectadas em um curto período de tempo.
 
Confesso que não me lembro de mais nenhuma palavra ou termo, contudo estas já são mais do que suficientes e vão demorar tempo a serem esquecidas!
Num instante um 'simples' vírus conseguiu fazer transformações profundas no homem, no mundo e no futuro!
Até o nosso vocabulário ficou enriquecido...pelos piores motivos!

publicado às 07:11

O meu lugar perfeito...

Uma foto...uma história!

por C.C., em 04.05.20

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Há 40 anos era assim ….

A maioria dos jovens ilhéus desejavam abandonar a sua Ilha da Madeira rumo a novos caminhos …

A ilha era demasiado pequena para seguir uma carreira e para realizar os seus sonhos!

Só precisavam de coragem para abandonar a sua terra, a sua família, os seus amigos e emigrar!



- Inscreve-te nos navios de cruzeiro, Luísa. É o que vamos fazer. Trabalhamos duro, claro, mas daqui a 30 anos voltámos ricos! – diziam-me.

Daqui a 30 anos? Não será muito tempo? – perguntei-me!

Desperdiçaria toda a minha juventude e grande parte da fase adulta …

Estava muito apegada a esta ilha e ela a mim!

E voltaria feliz?



Tinha uns pais maravilhosos, que me amavam e faziam tudo por mim, tinha uma irmã companheira e amiga, tinha amigos que também não queriam emigrar …

Não estava preparada para “despir-me” da minha pele e procurar raízes noutro lugar.

Não tinha essa coragem que quase todos os jovens madeirenses tinham!

E … eu só queria ser feliz!!!



Ainda assim, pressionada por alguns amigos, inscrevi-me nos navios de cruzeiro ….

Fui chamada …

Tremiam-me as mãos, as pernas, o corpo todo …

A minha vozinha interior gritava para não aceitar!

Os meus amigos “gritavam a minha sorte”!!!



Não aceitei!

Fiquei na Minha Ilha a ver os outros partir ….

Para trabalharem nos navios de cruzeiro …

Para voltarem daqui a 30 anos ricos e abastados!



Percebi que para ser feliz não era preciso sair para trabalhar nos navios de cruzeiro …

Só precisava de sentir-me bem e a Minha Ilha dava-me essa felicidade!

Percebi que estava no Meu Lugar Perfeito,

E que a conquista dos meus sonhos pode ser feita onde está o meu coração!

 


E … eu só queria ser feliz!

No Meu Lugar Perfeito!

Na Minha Ilha da Madeira!

Onde está o meu coração!

Luísa

publicado às 07:11

Teletrabalho...

...ou o regresso à rotina!

por C.C., em 02.05.20

5-mascara-transparente-viseira-protetor-facial-fac(imagem retirada da internet)

 

Qual o balanço a tirar deste último mês e meio em teletrabalho?!
Ainda que em formação, aprendi mais? Empenhei-me em saber? Gostei? 
Pois bem, sinceramente não sinto que seja para mim benéfico ficar por casa a trabalhar, pois tudo é motivo para que eu me distraia! Não acho também que tenha aprendido mais do que já tinha adquirido até ao momento em que nos mandaram para casa! Sinceramente também não me senti motivado para fazer mais, aprender mais, querer ir mais além! 
Em casa sempre temos mais coisas que nos distraiam...
Ao fim da segunda semana já andava a implorar para que nos mandassem para o escritório!
E assim foi, não aconteceu no imediato, mas agora que algumas das regras de desconfinamento estão a ser levantadas, vou ser o primeiro a regressar ao trabalho já nesta próxima segunda-feira!
Os meus colegas ainda ficarão em casa...
Estou satisfeito com esta medida, voltar a ter uma rotina quase normal é o melhor que me pode acontecer neste momento! Já estava a sufocar em casa...
Apesar de que o regresso à base trará um novo desafio, máscara ou viseira?
Como uso óculos, a minha relação com a máscara é oficialmente de ódio, não consigo, não suporto, embacia-me sempre as lentes! Quanto à viseira, nunca experimentei e o patrao já informou ter algumas disponíveis!
Vou ter que experimentar...
Estas novas realidades assustam, contudo estou mais satisfeito por poder dar um pouco de normalidade ao meu dia-a-dia, à minha rotina!
Bom fim de semana!

publicado às 12:30


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