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Pausa

por C.C., em 28.06.20

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Uma pausa...
Uma pausa não é o fim de nada!
E por aqui, uma pausa até pode significar o recomeço de muito!
Para os mais atentos, aos que me enviaram um email, aos que se preocuparam, muito obrigado pelo carinho!
Eu estou bem...
Apenas preciso de tempo para conjugar o passado e o futuro do verbo SER, porque quanto ao presente, eu sei bem quem SOU!

publicado às 21:15

O tempo que tenho...

Uma foto...uma história!

por C.C., em 22.06.20

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Não tenho tempo.

Sou o tempo que decido ter - e a decisão baseia-se sempre na gratidão que me permito sentir/seguir.

A gratidão é a medida do tempo.

Não sofrendo de ansiedade, sofri, porém, com o mal de querer apressar o tempo (sim, são coisas bem distintas) e, o grande problema disto é que, quando aquele objetivo, sonho, se concretiza, já estamos meio que a avançar para o outro momento, para o degrau seguinte da escadaria em que teimamos acreditar que é esta vida…

Não vivemos por inteiro o momento presente estando com um pé sempre lá na frente - isso não é viver, é picar ponto sem tarefa.

Aprender a aceitar-me como pessoa com objetivos atrás de objetivos (eu chamo objetivos aos sonhos) mas sabendo degustar o presente, foi – e sempre vai sendo – a minha lição de vida (desta vida).

Duas situações:

  1. Trabalhadora estudante: saber gerir o tempo é algo de absolutamente imprescindível, exige-se aquela gestão eficaz, a eficácia da lógica e a possível de ser esquematizada ao minuto.



  1. Viúva: o meu marido faleceu tinham as gémeas 5 meses de idade, pelo que ficamos, elas, a irmã – de 3 anos - e eu, imersas numa total nova realidade; de repente a escadaria renovou-se por completo… a gestão do tempo de uma mãe trabalhadora sozinha com três filhas pequeninas passa a ser um conceito completamente abstrato e sem medição possível: necessita-se daquela gestão eficaz, aquela improvisada a cada minuto.



Apesar do caos de lágrimas, esforço, tristeza, alegria, paz, confusão, brincadeira, da situação b) o tempo é muito mais todo e completo do que o vivido na situação a).

Porque nasci para ser mãe, porque me entrego de alma ao que faço e acima de tudo porque sou grata pela bênção que as minhas filhas são, pela bênção que é a família que construí, a gratidão amansa o cansaço, exalta a alegria e multiplica os segundos.

Tivesse eu sido tão grata pela oportunidade de trabalhar e estudar, e talvez o prazer e o tempo vividos tivessem sido outros.



Vivam o vosso tempo sabendo que o viverão tanto quanto a gratidão que lhe derem.

Porque, o tempo é o prémio, a gratidão os ponteiros.



Grata pelo tempo que dispensaram a ler-me (façam isso pelo Carlos, vá lá 😉).

Cecília

publicado às 07:11

Desabafo...

por C.C., em 18.06.20

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publicado às 07:11

O amor é...

Uma foto...uma história!

por C.C., em 15.06.20

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O amor fez sempre parte da minha vida e da minha história.

 

Quando o meu amigo Carlos informou que o tema a desenvolver no desafio de uma foto...uma história seria amor, foi ouro sobre azul!

 

Quem me conhece sabe que sou muito dada a afectos, abraços, sorrisos, paz mas sobretudo de muito amor.
Nunca faltou este sentimento no meu seio familiar e da minha parte nunca faltará aos meus filhos!

Sendo eles o meu maior bem, é a eles que devo todo o amor e a maior entrega!

O meu amor por eles chega a doer... sim porque o amor também dói.

 

Na verdade, coloco amor em tudo o que faço, dou muito amor à família, assim como aos amigos e colegas e mesmo aqueles que não simpatizam comigo, eu dou amor... existe lá sentimento mais lindo que este!

 

O amor é vida...

O amor dá vida..

O amor é tudo...

 

Que o amor nunca nos falte!

 

Rute

publicado às 07:11

Éramos tão felizes...

...e nem sabíamos!

por C.C., em 12.06.20

Actualizado recentemente.jpgQuantas histórias conseguíriamos escrever com cada uma destas fotografias?
Querem arriscar a partilhar alguma nos comentários?
Bom fim de semana!

 

publicado às 07:11

Construção do sonho #12

Voltamos à estaca zero!

por C.C., em 10.06.20

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Uma desilusão é o sentimento que trago comigo!
Reunimos com uma técnica da Câmara Municipal, irredutíveis no cumprimento da lei, teremos de voltar à estaca zero!
Até compreendia esta insistência com a harmonia paisagística da zona onde pretendemos construír, se todos os outros tivessem cumprido com o pressuposto a que os alvarás nos obrigam, mas infelizmente assim não é!
Vamos voltar a dar entrada de um pedido para alteração de loteamento, serão mais duas centenas de euros e não sei quanto mais tempo de espera...
Estou desiludido e cansado!
E o sonho esse, parece-me cada vez mais longe!

 

publicado às 07:11

Aquele objeto especial…

Uma foto...uma história!

por C.C., em 08.06.20

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Tenho tendência para não valorizar as coisas, simplesmente porque são apenas isso, “coisas”. Também não gosto de acumular objetos que (já) não servem para nada, pois acredito que o seu valor está diretamente ligado à sua utilidade. Se uma peça é inútil, não desempenhando qualquer papel estético, funcional ou emocional, então não tem valor e deixa de ter lugar no meu espaço.

Assim, afeiçoo-me muito pouco aos objetos, mesmo que estejam associados a alguém especial ou a um evento marcante. Por isso, no imediato, o tema Aquele objeto especial… proposto pelo nosso querido C.C. quando me desafiou para participar na sua rubrica partilhada “Uma foto...uma história!”, deixou-me esmorecida… Tantos temas interessantes e havia logo de me calhar falar de uma “coisa”.

Mas, a verdade é que todas as regras têm uma exceção, e entre as tralhas cá de casa lá se destacou o tal “objeto especial”. Afinal, até nem demorei assim tanto a encontrá-lo, bastou olhar à minha volta… lá estava ela, sorridente como no dia em que a conheci, a minha mandala em tons de fogo.

Esta mandala é especial desde o seu nascimento… Foi pintada por uma amiga de infância, que a partilhou na sua página de Facebook. Foi paixão à primeira vista. Tratei logo de a reservar para mim, mas a minha amiga disse-me que não estava pronta, que todos aqueles espaços em branco seriam preenchidos em tons de verde, azul e violeta… Para mim estava perfeita tal e qual, mas não argumentei, ela é que era a artista. Fiquei a aguardar ansiosamente pelo resultado final. Uns dias mais tarde, a minha amiga telefonou para me perguntar se eu gostava mesmo dela assim, inacabada, com todos aqueles brancos, pois deparara-se com um problema… não conseguia visualizar os restantes tons na obra. Não conseguia decidir como distribuir os tais verdes, azuis e violetas 😊 e encontrava-se num impasse. Não preciso de vos dizer qual foi a minha resposta. Lá veio ela então, assim tão perfeitamente inacabada, para o meu quarto, ganhando um lugar de destaque à minha cabeceira.

Contudo, não é só por isso que é especial, esta mandala foi o primeiro objeto que ofereci a mim própria quando me separei. Foi também o único objeto de decoração de paredes que desencaixotei quando mudei de casa após o divórcio.

Estou há mais de quatro anos a viver numa casa alugada onde me sinto de passagem desde o início, por isso nunca pendurei quaisquer quadros nas paredes, que se mantêm imaculadamente brancas, como os brancos da minha mandala.

Vejo-a assim que entro em casa, dando as boas-vindas aos visitantes, repousando orgulhosamente sobre uma arca de madeira visível da porta da entrada.

Sei que me acompanhará o resto da minha vida. Irá na minha bagagem para onde quer que seja e agrada-me pensar que irá ao meu colo para o crematório… 😊 É o meu objeto especial, tudo o resto são só “coisas”.

Isa Nascimento

publicado às 07:11

Uma realidade que dói...

...no Casal Vistoso!

por C.C., em 06.06.20

O Pavilhão Casal Vistoso fica no Areeiro e tem funcionado desde Março como um albergue aos sem abrigo e aos que entretanto devido à Pandemia, perderam os seus empregos e consequentemente o dinheiro para pagar as contas e os alugueres!
O virús tirou-lhes o tecto e o pavilhão do Casal Vistoso é agora o amparo que necessitam,

Vi hoje na TVI uma reportagem acerca desta realidade que dói!
São inúmeras as pessoas que pediram ajuda e encontraram ali um certo alívio a toda a angústia que a vida lhes provocou!
Num pavilhão onde deixou de haver desporto, 95 pessoas de diversas nacionalidades em situação de sem-abrigo têm agora onde dormir, fazer a higiene pessoal, acesso a cuidados de saúde, apoio social e a um conjunto de atividades desportivas e culturais.

Ouvimos histórias de pessoas que tinham quase tudo e tudo o que lhes restava perderam!

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O Pavilhão do Casal Vistoso conta com dois grandes espaços de dormitório, um para homens e outro para famílias, mulheres e pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, transsexuais e até cães são permitidos.
Com ajuda de voluntários e técnicos muitos procuram agora legalizar a situação no país, outros procuram um novo trabalho ou até um quarto para ficarem.
Apesar de tudo, sabemos que estes são apenas uma pequena amostra do que existe como sem abrigo na capital!
Esta é uma realidade que dói e que me deixa a pensar...

O que poderia eu fazer para ajudar estas pessoas?
Tornar-me voluntário? Já pensei nisso, mas não sei se no Porto existem estes centros de acolhimento, vou pesquisar...
Gostava de ser rico, a sério!
Talvez seja ridículo para muitos, mas chego a pensar, se tivesse dinheiro, contrataria estas pessoas para trabalharem para mim. De alguma forma estariam a ganhar dinheiro para pagar as rendas, o comer...
Se fosse rico, penso muitas vezes, construiria albergues que servissem de abrigo temporário a quem de repente perdeu tudo, uma ajuda até que se reorganizassem novamente!
Se fosse rico, tiraria os sem abrigo da rua, fazia por lhes dar a oportunidade de voltarem a reerguer-se!
Faria por ajudar, quem realmente quisesse ser ajudado!
Não me faltam ideias, se eu fosse rico, contudo vejo os ricos que nada fazem, ou então não pensam como eu!
Esta realidade dói...no Casal Vistoso e em tantos outros centros de abrigo neste país e no mundo!
Mas ainda que conseguíssemos fazer alguma coisa pelos nossos...daríamos o exemplo!

publicado às 22:02

Eu daria ordem...

...de disparar!

por C.C., em 03.06.20

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O que vemos nós nesta imagem?
Violência gratuita e nunca uma manifestação contra o racismo!
Estou de acordo quando se fala que o racismo e a discriminação nos EUA têm sido um grande problema desde a época colonial e escravista do país.
Estou de acordo quando dizem que muito já deveria ter sido feito para erradicar esta marca negativa, não só nos EUA como no mundo!
Estou de acordo quando dizem que os governantes mundiais são bons ao tentar acalmar as coisas mas que continuam a assobiar para o lado quando questionados por medidas mais sérias no combate à discriminação racial!
Estou de acordo...
Mas não posso concordar com o que se tem visto nos EUA na última semana, isto não é manifestação, antes sim um aproveitamento para roubar, saquear, destruír e ainda agredir gratuitamente.
Sou completamente contra a violência!
O caso George Floyd foi mau, muito mau mesmo!
Ali temos o pior do ser humano!
Mas já houve uma detenção, possivelmente uma punição virá a seguir!
Os EUA agiram conforme o que seria esperado!
Que mais querem os manifestantes?
A situação está fora de controlo e pese embora o facto de o país não viver uma ditadura, eu obrigaria os cidadãos ao recolhimento obrigatório e daria ordem de disparar às forças de autoridade contra quem não cumprisse as ordens!
Eu daria ordem de disparar contra quem pegou fogo ao comércio!
Eu daria ordem de disparar a quem aproveitou para roubar!
Eu daria ordem de disparar a todos os que não compreendem que manifestar, apesar de ser um direito, respeita a certas regras que de resto, são as que estão de acordo com o bem saber viver em sociedade!
Eu daria ordem para disparar... às pernas dos delinquentes que fazem deste episódio um aproveitamento para destruir um país!
Já o referi por diversas vezes aqui, sou um pouco "ditador" em certas opiniões, mas é que a mim a falta de civismo, o não saber estar na vida, em comunidade, a mim deixa-me completamente desorientado!
Não sei como vão os EUA terminar com este momento crítico, mas também não vejo um presidente capaz de tomar a medida acertada!
God bless America.

publicado às 07:11

Sofri...

Uma foto...uma história!

por C.C., em 01.06.20

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Sofri e continuo a sofrer por não ficar calada.

Sofri represálias, sofri com o afastamento de algumas pessoas, sofri de vinganças pessoais dos que discordam de mim...Quando me desafiaram a escrever sobre o mote 'sofri' como não sou de me focar no sofrimento pessoal foi sobre isto que me ocorreu escrever. Quando digo que sofri não me refiro a um sofrimento amargurado sofri as acções dos outros mas com a certeza de que foram por um bom motivo. 

O desafio consistia em juntar uma imagem a este texto, não escolhi uma imagem pessoal mas uma imagem que tem marcado os últimos dias. A imagem do americano George Floyd a gritar 'I can' t breath' enquanto um polícia o asfixia com um joelho no pescoço.

É uma imagem marcante que felizmente gera discussão mas a verdade é que o racismo, a discriminação, as injustiças sociais... não aumentaram apenas começaram a ser televisionadas a democratização do poder da imagem, agora que todos carregam uma camera no bolso, tornou visível o que até aqui passava despercebido.

Sempre acreditei que a verdadeira revolução não é televisionada. A verdadeira revolução acontece quando trazemos para a nossa vida, para o nosso dia-a-dia, para o nosso estar em sociedade na convivência com os outros aquilo em que acreditamos. É aí que não consigo calar e sofro, sofro feliz com isso.

Ó menina

publicado às 07:11


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